O
perispírito é perene, isto é, não tem fim. É indestrutível, muito embora
possa se degradar até a perda da forma humana (ver os "ovóides"
descritos por André Luiz em "Libertação", por F.C. Xavier). A
perenidade perispiritual é o maior tormento do suicida, que se vê mais vivo do
que nunca após seu triste ato, e por mais que busque a aniquilação da
consciência não consegue. Fomos criados pelo Pai com uma predestinação: a
felicidade. A sabedoria divina defende o espírito doente do auto-extermínio,
porque sabe que mais adiante o equilíbrio será recuperado.
A mutabilidade
do perispírito ocorre constantemente: quando reencarna, quando decai, quando se
eleva, quando muda para outra "morada da casa do Pai"... Por exemplo,
o espírito progride, sua densidade e peso diminuem, sua luminosidade aumenta,
marcas perispirituais que trazia de experiências infelizes somem... Léon Denis esclarece perfeitamente a questão: " ... Esse corpo fluídico, porém, não é imutável; depura-se e enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inúmeras reencarnações; com ela sobe os degraus da escala hierárquica, torna-se cada vez mais diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandescer com essa luz radiante que falam as Bíblias (antigas) e os testemunhos da história a respeito de certas aparições."
O
perispírito é único, pois sendo a estrutura perispiritual o reflexo da
alma, e a alma é única, pois é forjada no conjunto de experiências individuais
adquiridas através das existências sucessivas. Como inexistem almas idênticas,
inexistem perispíritos idênticos.
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